DOENÇAS OCUPACIONAIS PSICOSSOCIAIS: O SEU GRANDE IMPACTO NO AMBIENTE DE TRABALHO
Segundo o Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho 4,88% dos afastamentos estão relacionados a questões mentais e comportamentais, e de acordo com o mesmo e também TRT da 13ª região, os transtornos mentais são a terceira maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. Existem diversos tipos de doenças e transtornos psicossociais como: depressão, reação aguda ao stress, ansiedade generalizada, transtorno do pânico, transtorno misto ansioso e depressivo, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias sociais, fobias específicas, transtorno bipolar do humor, entre outros. Para evitar novos adoecimento é essencial promover mudanças culturais dentro da sua organização. Invista em um ambiente de trabalho mais colaborativo, com maior integração e apoio entre os colaboradores. Além disso, deve-se revisar as suas práticas de gestão e de avaliação de resultados empregados na sua empresa. Essas doenças além de gerar impactos na qualidade de vida do empregado resulta também em um aumento da rotatividade, absenteísmo e menor produtividade.
Rafael Padilha
3/19/20246 min read
Doenças ocupacionais psicossociais
As doenças ocupacionais psicossociais são um problema cada vez mais presente no ambiente de trabalho. O estresse e a insalubridade do local de trabalho são fatores que contribuem para o desenvolvimento dessas condições psicológicas. O estresse, por exemplo, pode ser causado por uma carga excessiva de trabalho, prazos apertados, pressão por resultados e conflitos interpessoais. Já a insalubridade pode ser resultado de condições físicas inadequadas, exposição a substâncias tóxicas, falta de ventilação adequada, entre outros fatores.
Manifestações das doenças psicossociais
Essas doenças psicossociais podem se manifestar de diversas formas. Alguns trabalhadores podem apresentar sintomas de ansiedade, como taquicardia, sudorese excessiva e dificuldade de concentração. Outros podem desenvolver quadros de depressão, caracterizados por tristeza persistente, falta de energia e perda de interesse nas atividades do dia a dia. Além disso, o estresse crônico pode levar ao desenvolvimento de doenças físicas, como hipertensão arterial, problemas gastrointestinais e distúrbios do sono.
Impacto nas empresas
É importante ressaltar que essas doenças ocupacionais psicossociais não afetam apenas a saúde dos trabalhadores, mas também têm um impacto negativo nas empresas. O absenteísmo, ou seja, a falta ao trabalho, é uma das consequências dessas condições. Os trabalhadores afetados por doenças ocupacionais psicossociais muitas vezes precisam se afastar do trabalho para buscar tratamento e recuperação. Isso gera prejuízos para as empresas, tanto em termos financeiros quanto em termos de produtividade.
Prevenção e lidar com doenças ocupacionais psicossociais
Para prevenir e lidar com essas doenças ocupacionais psicossociais, é fundamental que as empresas adotem medidas de prevenção e promoção da saúde mental dos trabalhadores. Isso inclui a criação de um ambiente de trabalho saudável, com condições físicas adequadas, políticas de saúde e segurança no trabalho eficazes e programas de bem-estar e qualidade de vida. Além disso, é importante que os gestores estejam atentos aos sinais de estresse e sobrecarga dos funcionários, oferecendo suporte e orientação quando necessário.
Algumas das principais doenças e condições psicossociais no ambiente de trabalho
Além desses transtornos, existem outras doenças e condições psicossociais que podem afetar a saúde mental dos indivíduos no ambiente de trabalho. Um exemplo é o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), que ocorre após a exposição a um evento traumático, como um acidente grave ou um assalto. As pessoas com TEPT podem experimentar flashbacks do evento traumático, pesadelos recorrentes, evitamento de situações relacionadas ao trauma e sentimentos de ansiedade e irritabilidade.
Outra doença que pode afetar os trabalhadores é a Síndrome de Burnout, que é um estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo estresse crônico no trabalho. Os sintomas do Burnout incluem esgotamento, falta de energia, dificuldade de concentração, sentimentos de cinismo em relação ao trabalho e diminuição do desempenho profissional.
Além disso, o ambiente de trabalho pode contribuir para o desenvolvimento de vícios e dependências, como o alcoolismo e o uso de drogas ilícitas. O estresse e a pressão no trabalho podem levar as pessoas a buscar alívio nessas substâncias, o que pode levar a problemas de saúde física e mental ainda mais graves.
É importante ressaltar que essas doenças e transtornos não afetam apenas a saúde mental dos indivíduos, mas também podem ter um impacto significativo em sua qualidade de vida, relacionamentos pessoais e desempenho no trabalho. Portanto, é fundamental que as empresas e os empregadores estejam cientes dessas questões e implementem medidas para promover um ambiente de trabalho saudável e apoiar a saúde mental de seus funcionários.
Medidas para prevenir doenças ocupacionais psicossociais
Implementar mudanças culturais no ambiente de trabalho é uma tarefa fundamental para evitar casos de adoecimento psicossocial. No entanto, essa é uma tarefa que requer um comprometimento real por parte da organização e de seus líderes. É necessário que haja uma conscientização sobre a importância da saúde mental no ambiente de trabalho e que sejam oferecidos programas de educação sobre o tema.
Além disso, é essencial disponibilizar serviços de apoio psicológico, como terapeutas ou psicólogos, para os funcionários que necessitarem. Essa medida pode ser de grande ajuda para aqueles que estejam enfrentando problemas emocionais ou psicológicos relacionados ao trabalho.
Outra medida importante é oferecer flexibilidade nos horários de trabalho e nas demandas. Isso pode ajudar a reduzir o estresse e a pressão sobre os colaboradores, permitindo que eles tenham uma melhor qualidade de vida e um equilíbrio saudável entre o trabalho e a vida pessoal.
Além disso, é fundamental incentivar uma cultura de comunicação aberta, em que os funcionários se sintam à vontade para expressar suas preocupações e buscar ajuda quando necessário. Isso pode ser feito por meio de canais de comunicação eficazes e de políticas que garantam a confidencialidade e o respeito às informações compartilhadas pelos colaboradores.
Promover o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal também é uma medida importante. Isso pode ser feito através da implementação de práticas que promovam pausas regulares, horários de descanso e atividades de bem-estar. Essas práticas podem ajudar a reduzir o estresse e a fadiga, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
Além disso, é fundamental criar políticas e procedimentos claros para prevenir casos de assédio e discriminação no ambiente de trabalho. Isso inclui a implementação de treinamentos e ações de conscientização, bem como a criação de canais seguros para denúncias e a garantia de que todas as denúncias sejam tratadas de forma adequada e imparcial.
Por fim, é importante incentivar a participação ativa dos funcionários nas decisões e processos da empresa. Isso pode ser feito através da criação de espaços de diálogo e da promoção da sensação de autonomia e valorização. Quando os colaboradores se sentem ouvidos e valorizados, eles tendem a se engajar mais no trabalho e a se sentir mais satisfeitos e motivados.
Essas são apenas algumas das medidas que podem ser adotadas para promover um ambiente de trabalho mais saudável e prevenir o desenvolvimento de doenças ocupacionais psicossociais. No entanto, é importante ressaltar que essas mudanças devem ser implementadas de forma sistemática e contínua, visando a melhoria constante das condições de trabalho e do bem-estar dos colaboradores. Somente assim será possível criar um ambiente de trabalho verdadeiramente saudável e produtivo.
Conclusão
É fundamental que as empresas adotem medidas concretas para combater as doenças ocupacionais psicossociais. Isso inclui a criação de programas de prevenção e promoção da saúde mental, como a disponibilização de serviços de apoio psicológico e a realização de atividades de conscientização e capacitação dos colaboradores.
Uma das principais medidas que podem ser adotadas é a implementação de políticas de flexibilidade no trabalho, como horários mais flexíveis e a possibilidade de trabalho remoto. Isso permite que os funcionários tenham maior autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, reduzindo o estresse e a sobrecarga.
Além disso, é importante que as empresas promovam um ambiente de trabalho saudável, onde haja respeito, colaboração e apoio mútuo entre os colaboradores. Isso pode ser feito através da criação de programas de incentivo ao trabalho em equipe, da promoção da comunicação aberta e transparente e da valorização do bem-estar dos funcionários.
Outra medida que pode ser adotada é a implementação de estratégias de gerenciamento de estresse, como a realização de atividades físicas no ambiente de trabalho, a disponibilização de espaços de relaxamento e a promoção de técnicas de mindfulness e meditação. Essas práticas ajudam a reduzir a ansiedade e o estresse, promovendo o equilíbrio emocional e a saúde mental dos colaboradores.
Por fim, é fundamental que as empresas realizem uma avaliação regular do ambiente de trabalho, identificando possíveis fatores de risco para o desenvolvimento de doenças ocupacionais psicossociais. Isso pode ser feito através de pesquisas de clima organizacional, entrevistas individuais e coletivas, e análise de indicadores de saúde e bem-estar dos colaboradores.
A prevenção das doenças ocupacionais psicossociais requer um esforço conjunto entre empresas, colaboradores e órgãos reguladores. É um desafio que deve ser encarado com seriedade e comprometimento, visando a promoção de ambientes de trabalho saudáveis e produtivos para todos.
Fontes de Referência:
https://iris.paho.org/handle/10665.2/57508
https://smartlabbr.org/sst/localidade/0?dimensao=perfilCasosAfastamentos
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