DESAFIOS DEMOGRÁFICOS NO BRASIL: MORTALIDADE E NATALIDADE EM ANÁLISE - 1,4 MILHÃO DE MORTES VS. 2,2 MILHÕES DE NASCIMENTOS: A BALANÇA DEMOGRÁFICA DO BRASIL EM 2024
O Brasil enfrenta uma crise demográfica sem precedentes. Em 2024, o país registrou mais de 1,4 milhão de óbitos, enquanto a natalidade atingiu a menor taxa dos últimos 50 anos, com apenas 2,26 milhões de nascimentos. A taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional. Se essa tendência continuar, o país pode enfrentar desafios significativos, incluindo envelhecimento da população, redução da força de trabalho e impacto na economia. É fundamental que os governos e as sociedades tomem medidas para abordar o declínio da natalidade e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
Rafael Padilha
7/26/20255 min read


O BRASIL EM NÚMEROS: MORTALIDADE E NATALIDADE
INTRODUÇÃO
O Brasil é um país em constante mudança, e os números que refletem a dinâmica demográfica da população são fundamentais para entender as tendências e desafios que enfrentamos. Neste artigo, vamos explorar os dados de mortalidade e natalidade em 2024, destacando as principais causas de morte e a tendência de declínio da taxa de natalidade.
MORTALIDADE EM 2024:
De acordo com os dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade, em 2024, mais de 1 milhão de pessoas faleceram no Brasil, totalizando aproximadamente 1.426.346 óbitos. Isso significa que mais de 3.900 pessoas morrem por dia, e mais de 160 pessoas morrem por hora.
AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE NO BRASIL EM 2024 FORAM:
1ª. Doenças cardíacas: que causaram 365.952 mortes, sendo os principais causadores o infarto agudo do miocárdio (86.300) e insuficiência cardíaca (31.598).
2ª. Câncer: que causou 238.511 óbitos, com um terço das vítimas morrendo em decorrência de câncer no sistema digestivo, especialmente no cólon (15.346), estômago (13.706) e pâncreas (13.214). Fora dos órgãos digestórios, o câncer no pulmão e órgãos do sistema respiratório é o mais letal, tirando 29.822 vidas ao longo do ano.
3ª. Patologias do sistema respiratório: que levaram 184.926 pessoas a óbito, com mais da metade dos casos sendo decorrentes de gripe e pneumonia (98.265). Doenças crônicas das vias aéreas inferiores, como enfisema e asma, mataram outros 52.425 brasileiros, enquanto a Covid-19 causou 5.182 mortes no país.
4ª. A violência e acidentes: são uma preocupação significativa, com 125.453 óbitos registrados, sendo mais de 14 pessoas morrendo por hora decorrentes de acidentes, lesões corporais, homicídios e agressões. Dentre esses, 61.056 vítimas fatais de acidentes no país, com mais da metade (33.533) se envolvendo em incidentes no trânsito, especialmente motociclistas (13.057), motoristas (6.322) e pedestres (4.787). Outras 27.523 pessoas perderam a vida em acidentes como queda (16.726), afogamento (4.338) e asfixia (6.459).
Já a violência física foi causa de 64.397 mortes no Brasil, sendo mais de 50% dos casos agressões com 34.682 falecimentos e armas de fogo representando mais de 32% com 20.688 óbitos. E Agressões por meio de outros objetos (cortantes, perfurantes ou contundentes) levaram a 7.459 óbitos em todo o território nacional, e outras 1.568 pessoas morreram como consequência de ação policial.
5ª. As doenças cérebro vasculares : como por exemplo o Acidente Vascular Cerebral (AVC), tirando a vida de 97.715 pessoas no Brasil.
DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DA MORTALIDADE:
Segundo o Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10 a distribuição regional da mortalidade no Brasil em 2024 foi:
- Sudeste: 645.163 óbitos
- Nordeste: 363.076 óbitos
- Sul: 228.138 óbitos
- Centro-Oeste: 98.546 óbitos
- Norte: 91.423 óbitos
Os 6 estados com mais mortes em 2024 foram:
- São Paulo: 333.132 óbitos
- Minas Gerais: 148.954 óbitos
- Rio de Janeiro: 137.925 óbitos
- Rio Grande do Sul: 98.546 óbitos
- Bahia: 96.878 óbitos
- Paraná: 84.401 óbitos
NATALIDADE EM 2024:
Nos últimos anos, tem-se observado uma tendência preocupante: a natalidade está em declínio. Segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, em 2024, nasceram no Brasil cerca de 2.260.034 pessoas, sendo mais de 6.173 nascimentos por dia, e aproximadamente 257 bebês nascidos vivos por hora. Embora esses números possam parecer significativos, eles representam a menor taxa de natalidade registrada no país nos últimos 50 anos, o que é um indicador alarmante.
DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DA NATALIDADE:
Segundo o Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos a distribuição regional da natalidade no Brasil em 2024 foi:
- Sudeste: 857.753 nascimentos
- Nordeste: 627.780 nascimentos
- Norte: 251.939 nascimentos
- Sul: 322.039 nascimentos
- Centro-Oeste: 200.523 nascimentos
Os 6 estados com mais nascimentos em 2024 foram:
- São Paulo: 455.346 nascimentos
- Rio de Janeiro: 153.662 nascimentos
- Bahia: 146.896 nascimentos
- Paraná: 124.808 nascimentos
- Pará: 113.507 nascimentos
- Pernambuco: 105.136 nascimentos
TAXA DE FECUNDIDADE:
A taxa de fecundidade é um indicador fundamental para entender a dinâmica demográfica de uma população. No Brasil, essa taxa atingiu um nível histórico: 1,55 filho por mulher, a menor taxa já registrada de todos os tempos. Esse número está abaixo do nível de reposição populacional de 2,1 filhos por mulher, necessário para manter estável o tamanho da população ao longo das gerações.
Outros pontos importantes do Censo de 2022 (Taxa de Fecundidade):
Regiões: Sudeste tem a menor taxa (1,41), e Norte, a maior (1,89);
Grupos sociais: indígenas têm média de 2,84 filhos; mulheres pardas 1,68 filho por mulher; mulheres pretas foi 1,59; brancas 1,35 e amarelas (1,22).
Escolaridade: mulheres com ensino superior têm menos filhos (1,19) já para as mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto foi de 2,01 filhos por mulher.
Religião: evangélicas têm mais filhos (1,74), espíritas têm menos (1,01); Católicas: têm (1,49) filhos.
Sem Religião: têm (1,47) filhos por mulher.
Idade da maternidade: idade média subiu para 28,1 anos;
Mulheres sem filhos: 16,1% entre 50 e 59 anos não tiveram filhos, segundo o levantamento.
Rio de Janeiro tinha, em 2022, o maior percentual de mulheres de 50 a 59 anos que não tiveram filhos (21%) e Tocantins, o menor (11,8%).
CONSEQUÊNCIAS DO DECLÍNIO DA NATALIDADE:
O declínio da natalidade pode ter consequências significativas para a sociedade, incluindo:
- Envelhecimento da população: com menos jovens entrando no mercado de trabalho, a população pode envelhecer rapidamente, levando a desafios para a sustentabilidade dos sistemas de aposentadoria e saúde.
- Redução da força de trabalho: com menos pessoas em idade produtiva, a força de trabalho pode diminuir, afetando a economia e a capacidade de sustentar os sistemas de proteção social.
- Impacto na economia: o declínio da natalidade pode afetar a demanda por bens e serviços, levando a uma desaceleração econômica.
O QUE PODE SER FEITO?
É fundamental que os governos e as sociedades tomem medidas para abordar o declínio da natalidade. Isso pode incluir políticas para apoiar as famílias, melhorar a qualidade de vida e aumentar a taxa de natalidade.
CONCLUSÃO:
Essa diferença entre natalidade e mortalidade pode parecer significativa à primeira vista, mas a tendência é que a taxa de natalidade continue a diminuir. Se essa tendência se mantiver, é possível que a taxa de natalidade se aproxime ou até mesmo seja superada pela taxa de mortalidade.
O Brasil enfrenta desafios significativos a respeitos dos temas supracitados. É importante que sejam tomadas medidas para abordar a tendência de declínio da taxa de natalidade e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações. Além disso, é fundamental investir em políticas de saúde e segurança para reduzir as principais causas de morte e melhorar a qualidade de vida da população.
Fontes de Referência:
https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/mortalidade/
https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/mortalidade/cid10/
https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-monitoramento/mortalidade/
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202408/populacao-do-pais-vai-parar-de-crescer-em-2041
https://news.un.org/pt/story/2025/06/1849326
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html?edicao=41053
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