CRISE SILENCIOSA: AFASTAMENTOS ACIDENTÁRIOS E COMUNS POR SAÚDE MENTAL DISPARAM MAIS DE 66% EM UM ANO

A concessão de benefícios previdenciários associados à saúde mental, tanto acidentários (B91) quanto comuns (B31), tem apresentado um aumento significativo nos últimos anos. Ao comparar os anos de 2022 a 2024, observa-se um aumento superior a 135%. Além disso, entre 2023 e 2024, o aumento foi de mais de 66%. Essa tendência crescente é extremamente preocupante para empregados, organizações, INSS e sociedade como um todo. Deve ser vista como uma responsabilidade ética, e também uma necessidade estratégica para a sustentabilidade dos negócios a longo prazo.

Rafael Padilha

5/13/202516 min read

INTRODUÇÃO AO PROBLEMA DA SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

A saúde mental no ambiente de trabalho é um tema que têm ganhado crescente atenção nas discussões sobre bem-estar dos colaboradores e produtividade organizacional. Recentes estudos revelam que os afastamentos por problemas relacionados à saúde mental estão em ascensão, refletindo uma realidade preocupante para empresas e colaboradores. Dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) mostram que, nos últimos anos, as solicitações de benefícios por incapacidade temporária devido a condições mentais aumentaram significativamente, indicando uma necessidade urgente de abordar essa questão de maneira proativa.

Os números são alarmantes: 615 mil dias perdidos devido a afastamentos previdenciários por transtornos mentais e comportamentais (B31) e mais de 29 mil em razão de afastamentos previdenciários acidentários em função de transtornos mentais e comportamentais (B91). Além disso, 9,8 mil concessões de benefício previdenciário foram feitas para auxílio-doença por acidente de trabalho relacionado à saúde mental, enquanto 461,8 mil concessões foram feitas para auxílio-doença comum relacionado à saúde mental. Esses números refletem o impacto significativo da saúde mental na capacidade de trabalho e na economia.

De acordo com a OIT e a OMS, a depressão e a ansiedade resultam na perda de 12 bilhões de dias de trabalho anualmente, gerando um impacto econômico global de quase um trilhão de dólares. No Brasil, o número total de concessões de benefícios previdenciários associados à saúde mental foi de 471.649 em 2024, um número significativo que reflete a necessidade de atenção e investimento em políticas de saúde mental.

O ambiente de trabalho pode ser um gatilho para diversos fatores que impactam a saúde psicológica dos indivíduos, incluindo estresse, pressões excessivas e uma cultura organizacional que muitas vezes prioriza resultados em detrimento do bem-estar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% da população mundial vive com algum tipo de distúrbio mental, e a evidência sugere que muitos destes episódios são precipitados ou agravados pela dinâmica do trabalho. Assim, a compreensão desse panorama não é apenas relevante, mas essencial para a implementação de estratégias eficazes de saúde ocupacional.

A parceria com instituições como a SmartLab é um passo importante rumo à melhoria das condições de trabalho. A SmartLab tem se comprometido a fornecer insights e dados precisos que capacitam as empresas a tomarem decisões informadas sobre a gestão da saúde mental. Esses dados não só ajudam a identificar tendências e fatores de riscos, mas também servem como base para desenvolver programas de suporte psicológico eficazes dentro das organizações. Em um cenário onde aumentar a saúde mental no trabalho é imperativo, mais do que iniciar uma conversa, é necessário agir com responsabilidade e foco em soluções que promovam um ambiente mais saudável e produtivo.

AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO (B31) X AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO (B91)

O auxílio-doença é um benefício por incapacidade devido ao segurado do INSS acometido por uma doença ou acidente que o torne temporariamente incapaz para o trabalho.

O auxílio-doença pode ser comum ou acidentário. Quando o benefício é decorrente de acidente de trabalho (B91), a empresa fica obrigada a depositar o FGTS durante o recebimento do auxílio, há a estabilidade no emprego por período de doze meses após o retorno ao trabalho e é isento de carência (tempo de trabalho exigido). Já para o benefício B31 é exigido carência de 12 meses de contribuição ao INSS e a empresa não é obrigada a realizar os depósitos do FGTS e não há garantia de volta ao trabalho após o fim do benefício.

B31 – Auxílio-Doença Previdenciário

Esse benefício é concedido ao trabalhador urbano ou rural que se encontra incapacitado de realizar suas atividades de trabalho, devido a um acidente ou doença que não estão relacionadas ao exercício das atividades laborais.

B91 – Auxílio-Doença Acidentário

Esse é um benefício do trabalhador urbano ou rural que está impedido de realizar as suas atividades laborais por acidente ou doença, sendo que estes devem estar diretamente ligados às atividades desenvolvidas em seu trabalho. Ou seja, concedido quando o segurado está inapto para o trabalho devido a um acidente de trabalho ou doença ocupacional.

CAUSAS DE AFASTAMENTO ASSOCIADAS À SAÚDE MENTAL CONFORME CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS - CID 10

Em 2024, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, os CIDs mais expressivos relacionados à saúde mental foram:

Auxílio-Doença Acidentário (B91)

  • 4.042 afastamentos – com CID: F41 - OUTROS TRANSTORNOS ANSIOSOS –Representando 41,1 %;

  • 2.076 afastamentos – com CID: F32 – Episódios Depressivos – Representando 21,1 %;

  • 2.014 afastamentos – com CID: F43 – Reações ou Stress – Representando 20,5 %;

  • 733 afastamentos – com CID: F33 – Transtorno Depressivo Recorrente – Representando 7,46 %;

  • 426 afastamentos – com CID: F31 – Transtorno Afetivo Bipolar – Representando 4,33 %.

Auxílio-Doença Previdenciário (B31)

  • Mais de 137 mil afastamentos - com CID: F41 - OUTROS TRANSTORNOS ANSIOSOS – B31 B91 – Representando 29,7%;

  • Mais de 111 mil afastamentos – com CID: F32 – Episódios Depressivos – Representando 24,1%;

  • Mais de 51 mil afastamentos – com CID: F33 – Transtorno Depressivo Recorrente – Representando 11,2%;

  • Mais de 50 mil afastamentos – com CID: F31 – Transtorno Afetivo Bipolar – Representando 11%;

  • Mais de 21 mil afastamentos – com CID: F19 – Transtornos Mentais e Comportamentais Devidos ao uso de Múltiplas Drogas e ao Uso de Outras Substâncias Psicoativas – Representando 4,63%;

  • Mais de 18 mil afastamentos – com CID: F43 – Reações ou Stress – Representando 4,08 %;

  • Mais de 14 mil afastamentos – com CID: F20 – Esquizofrenia – Representando 3,19%;

  • Mais de 11 mil afastamentos – com CID: F10 – Transtornos Mentais e Comportamentais Devidos ao Uso de Álcool – Representando 2,46%;

  • Mais de 6 mil afastamentos – com CID: F14 – Transtornos Mentais e Comportamentais Devidos ao Uso da Cocaína – Representando 1,48%;

  • Mais de 5 mil afastamentos – com CID: F60 – Transtornos Específicos da Personalidade – Representando 1,29%.

OS PRINCIPAIS AFASTAMENTOS ASSOCIADOS À SAÚDE MENTAL POR SETOR ECONÔMICO EM 2024

Auxílio-Doença Acidentário (B91)

  • Bancos Múltiplos com Carteira Comercial – 1.946 afastamentos – Representando 20%;

  • Administração Pública em Geral – 1.103 afastamentos – Representando 11,3%;

  • Atividades de Atendimento Hospitalar – 997 afastamentos – Representando 10,2%;

  • Comércio Varejista de Mercadorias Em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios – Hipermercados e Supermercados – 549 afastamentos – Representando 5,64%;

  • Transporte Rodoviário Coletivo de Passageiros com Itinerário Fixo, Municipal e em Região Metropolitana – 391 afastamentos – Representando 4,02%;

  • Bancos Comerciais – 269 afastamentos – Representando 2,76%;

  • Caixas Econômicas – 253 afastamentos – Representando 2,6%;

  • Atividades de Teleatendimento – 193 afastamentos – Representando 1,98%;

  • Atividades de Correio – 161 afastamentos – Representando 1,65%;

  • 10ºLimpeza em Prédios e em Domicílios – 126 afastamentos – Representando 1,29%;

  • 11ºAtividades de Atenção Ambulatorial Executadas por Médicos e Odontólogos – 121 afastamentos – Representando 1,24%;

  • 12º Atividades de Vigilância e Segurança Privada – 114 afastamentos – Representando 1,17%;

  • 13ºAtividades de Apoio à Gestão de Saúde – 103 afastamentos – Representando 1,06%;

Fonte: SmartLab e INSS

Auxílio-Doença Previdenciário (B31)

  • Administração Pública em Geral – Mais de 29 mil afastamentos – Representando 8,02%;

  • Atividades de Atendimento Hospitalar – Mais de 23 mil afastamentos – Representando 6,33%;

  • Comércio Varejista de Mercadorias Em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios – Hipermercados e Supermercados – Mais de 17 mil afastamentos – Representando 4,7%;

  • Atividades de Teleatendimento – Mais de 11 mil afastamentos – Representando 3,26%;

  • Restaurantes e Outros Estabelecimentos de Serviços de Alimentação e Bebidas – Mais de 8 mil afastamentos – Representando 2,28%;

  • Bancos Múltiplos com Carteira Comercial – Mais de 8 mil afastamentos – Representando 2,28%;

  • Transporte Rodoviário de Cargas – Mais de 6 mil afastamentos – Representando 1,87%;

  • Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos Para Uso Humano e Veterinário – Mais de 6 mil afastamentos – Representando 1,73%;

  • Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo – Mais de 5 mil afastamentos – Representando 1,57%;

  • 10ºLimpeza em Prédios e em Domicílios – Mais de 5 mil afastamentos – Representando 1,46%;

  • 11ºEnsino Fundamental – Mais de 5 mil afastamentos – Representando 1,38%;

  • 12ºComércio Varejista de Artigos do Vestuários e Acessórios – Mais de 4 mil afastamentos – Representando 1,24%;

  • 13ºTransporte Rodoviário Coletivo de Passageiros com Itinerário Fixo, Municipal e em Região Metropolitana – Mais de 4 mil afastamentos – Representando 1,23%;

  • 14ºAtividades de Vigilância e Segurança Privada – Mais de 4 mil afastamentos – Representando 1,22%;

  • 15ºAtividades de Atenção Ambulatorial Executadas por Médicos e Odontólogos – Mais de 4 mil afastamentos – Representando 1,13%;

  • 16ºAtividades de Apoio à Gestão de Saúde – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 1,07%;

  • 17ºConfecção de Peças do Vestuário, Exceto Roupas Íntimas – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 1,04%;

  • 18ºConstrução de Edifícios – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 1,03%;

  • 19ºAbate de Suínos, Aves e Outros Pequenos Animais – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 1,03%;

  • 20ºLocação de Mão de Obra Temporária – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 1,02%;

  • 21ºServiços de Catering, Bufê e Outros Serviços de Comida Preparada – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 1,02%.

Fonte: SmartLab e INSS

PRINCIPAIS AFASTAMENTOS ASSOCIADOS À SAÚDE MENTAL POR OCUPAÇÃO (CBO) NOS ÚLTIMOS 12 ANOS

Auxílio-Doença Acidentário (B91)

  • Motorista de Ônibus Urbano – Mais de 6 mil afastamentos – Representando 6,12%;

  • Gerente de Contas – Pessoa Física e Jurídica – Mais de 4 mil afastamentos – Representando 5,01%;

  • Escriturário de Banco – Mais de 4 mil afastamentos – Representando 4,35%;

  • Técnico de Enfermagem – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 3,99%;

  • Vigilante – Mais de 3 mil afastamentos – Representando 3,07%;

  • Assistente Administrativo – Mais de 2 mil afastamentos – Representando 3,04%;

  • Cobrador de Transportes Coletivos (Exceto Trem) – Mais de 2 mil afastamentos – Representando 2,79%;

  • Auxiliar de Escritório – Mais de 2 mil afastamentos – Representando 2,64%;

  • Operador de Caixa – Mais de 2 mil afastamentos – Representando 2,52%;

  • Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo – Mais de 2 mil afastamentos – Representando 2,39%;

  • Vendedor de Comércio Varejista – Mais de 2 mil afastamentos – Representando 2,34%;

  • Gerente Administrativo – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,79%;

  • Auxiliar de Enfermagem – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,73%;

  • Faxineiro – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,72%;

  • Caixa de baco – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,72%;

  • Enfermeiro – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,7%;

  • Professor de Nível Médio no Ensino Fundamental – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,58%;

  • Agente de Segurança – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,39%;

  • Motorista de Ônibus Rodoviário – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,35%;

  • Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais) – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,28%;

  • Supervisor Administrativo – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,27%;

  • Gerente de Agência – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,16%;

  • Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental (Primeira à Quarta Série) – Mais de 1 mil afastamentos – Representando 1,08%;

  • Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental (Primeira à Quarta Série) 932 afastamentos – Representando 0,95%;

  • Alimentador de Linha de Produção – 880 afastamentos – Representando 0,89%;

  • Recepcionista, em Geral 870 afastamentos – Representando 0,88%;

  • Agente Comunitário da Saúde – 866 afastamentos – Representando 0,88%;

  • Trabalhador de Serviço de Limpeza e Conservação de Área Pública – 854 afastamentos – Representando 0,87%;

  • Operador de Telemarketing Receptivo – 798 afastamentos – Representando 0,81%;

  • Atendente de Agência – 785 afastamentos – Representando 0,80%;

  • Repositor de Mercadorias – 777 afastamentos – Representando 0,79%;

  • Carteiro – 777 afastamentos – Representando 0,79%;

  • Dirigente do Serviço Público Estadual e Distrital – 695 afastamentos – Representando 0,79%;

Fonte: SmartLab e INSS

Auxílio-Doença Previdenciário (B31)

  • Vendedor de Comércio Varejista – Mais de 69 mil afastamentos – Representando 4,53%;

  • Faxineiro – Mais de 57 mil afastamentos – Representando 3,72%;

  • Auxiliar de Escritório – Mais de 52 mil afastamentos – Representando 3,43%;

  • Alimentador de Linha de Produção – Mais de 48 mil afastamentos – Representando 3,16%;

  • Assistente Administrativo – Mais de 48 mil afastamentos – Representando 3,16%;

  • Técnico de Enfermagem – Mais de 44 mil afastamentos – Representando 2,88%;

  • Operador de Caixa – Mais de 43 mil afastamentos – Representando 2,83%;

  • Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo – Mais de 38 mil afastamentos – Representando 2,83%;

  • Vigilante – Mais de 28 mil afastamentos – Representando 1,84%;

  • Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais) – Mais de 25 mil afastamentos – Representando 1,65%;

  • Servente de Obras – Mais de 24 mil afastamentos – Representando 1,61%;

  • Motorista de Ônibus Urbano – Mais de 23 mil afastamentos – Representando 1,53%;

  • Trabalhador de Serviço de Limpeza e Conservação de Área Pública – Mais de 22 mil afastamentos – Representando 1,48%;

  • Cozinheiro Geral – Mais de 19 mil afastamentos – Representando 1,3%;

  • Recepcionista, em Geral – Mais de 19 mil afastamentos – Representando 1,24%;

  • Escriturário de Banco – Mais de 18 mil afastamentos – Representando 1,21%;

  • Repositor de Mercadorias – Mais de 18 mil afastamentos – Representando 1,18%;

  • Porteiro de Edifícios – Mais de 16 mil afastamentos – Representando 1,09%;

  • Auxiliar de Enfermagem – Mais de 16 mil afastamentos – Representando 1,06%;

  • Operador de Telemarketing Receptivo – Mais de 15 mil afastamentos – Representando 1%;

  • Enfermeiro – Mais de 12 mil afastamentos – Representando 0,84%;

  • Cobrador de Transportes Coletivos (Exceto Trem) – Mais de 12 mil afastamentos – Representando 0,82%;

  • Atendente de Lanchonete – Mais de 11 mil afastamentos – Representando 0,75%;

  • Professor de Nível Médio no Ensino Fundamental – Mais de 11 mil afastamentos – Representando 0,75%;

  • Agente Comunitário da Saúde – Mais de 11 mil afastamentos – Representando 0,72%;

  • Supervisor Administrativo – Mais de 10 mil afastamentos – Representando 0,71%;

  • Auxiliar nos Serviços de Alimentação – Mais de 10 mil afastamentos – Representando 0,68%;

  • Almoxarife – Mais de 10 mil afastamentos – Representando 0,66%;

  • Pedreiro – Mais de 9 mil afastamentos – Representando 0,63%;

  • Costureiro na Confecção em Série – Mais de 9 mil afastamentos – Representando 0,60%;

  • Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental (Primeira à Quarta Série) – Mais de 9 mil afastamentos – Representando 0,59%;

  • Trabalhador da Manutenção de Edificações – Mais de 8 mil afastamentos – Representando 0,56%;

  • Gerente Administrativo – Mais de 8 mil afastamentos – Representando 0,55%;

  • Vigia – Mais de 8 mil afastamentos – Representando 0,55%;

  • Gerente de Contas – Pessoa Física e Jurídica – Mais de 8 mil afastamentos – Representando 0,53%;

  • Atendente de Farmácia – Balconista – Mais de 7 mil afastamentos – Representando 0,51%;

  • Magarefe – Mais de 7 mil afastamentos – Representando 0,50%;

  • Ajudante de Motorista – Mais de 7 mil afastamentos – Representando 0,50%;

  • Embalador, a Mão – Mais de 7 mil afastamentos – Representando 0,50%;

Fonte: SmartLab e INSS

CONCESSÃO DE BENEFÍCIOS B31 E B91 POR ESTADO EM 2024

Auxílio-Doença Acidentário (B91)

  • Rio Grande do Sul – Total de 566 Concessões

  • Santa Catarina – Total de 532 Concessões

  • Paraná – Total de 280 Concessões

  • São Paulo – Total de 2572 Concessões

  • Mato Grosso do Sul – Total de 157 Concessões

  • Rio de Janeiro – Total de 1295 Concessões

  • Minas Gerais – Total de 1312 Concessões

  • Goiás – Total de 175 Concessões

  • Distrito Federal – Total de 343 Concessões

  • Espirito Santo – Total de 104 Concessões

  • Bahia – Total de 503 Concessões

  • Tocantins – Total de 22 Concessões

  • Mato Grosso – Total de 83 Concessões

  • Piauí – Total de 75 Concessões

  • Sergipe – Total de 96 Concessões

  • Alagoas – Total de 101 Concessões

  • Pernambuco – Total de 479 Concessões

  • Paraíba – Total de 128 Concessões

  • Rio Grande do Norte – Total de 211 Concessões

  • Ceará – Total de 207 Concessões

  • Maranhão – Total de 164 Concessões

  • Pará – Total de 201 Concessões

  • Amapá – Total de 10 Concessões

  • Rondônia – Total de 32 Concessões

  • Acre – Total de 15 Concessões

  • Amazonas – Total de 140 Concessões

  • Roraima – Total de 20 Concessões

Fonte: SmartLab e INSS

Auxílio-Doença Previdenciário (B31)

  • Rio Grande do Sul – Total de 38.391 Concessões

  • Santa Catarina – Total de 33.993 Concessões

  • Paraná – Total de 26.107 Concessões

  • São Paulo – Total de 129.312 Concessões

  • Mato Grosso do Sul – Total de 8.794 Concessões

  • Rio de Janeiro – Total de 32.148 Concessões

  • Minas Gerais – Total de 67.356 Concessões

  • Goiás – Total de 14.312 Concessões

  • Distrito Federal – Total de 11.617 Concessões

  • Espirito Santo – Total de 8.634 Concessões

  • Bahia – Total de 14.686 Concessões

  • Tocantins – Total de 1.150 Concessões

  • Mato Grosso – Total de 4.089 Concessões

  • Piauí – Total de 3.264 Concessões

  • Sergipe – Total de 3.579 Concessões

  • Alagoas – Total de 3.006 Concessões

  • Pernambuco – Total de 11.820 Concessões

  • Paraíba – Total de 7.510 Concessões

  • Rio Grande do Norte – Total de 7.954 Concessões

  • Ceará – Total de 12.578 Concessões

  • Maranhão – Total de 4.056 Concessões

  • Pará – Total de 5.200 Concessões

  • Amapá – Total de 169 Concessões

  • Rondônia – Total de 1.569 Concessões

  • Acre – Total de 568 Concessões

  • Amazonas – Total de 2.600 Concessões

  • Roraima – Total de 560 Concessões

Fonte: SmartLab e INSS

São Paulo se destaca nacionalmente, sendo o maior número de concessão de benefícios de B31 e B91, em contrapartida Amapá é o menor número de concessão de benefícios de B31 e B91.

IMPACTO DOS AFASTAMENTOS NA PRODUTIVIDADE E BEM-ESTAR DOS TRABALHOS

Os afastamentos por saúde mental têm um impacto significativo tanto no indivíduo atingido quanto na dinâmica de trabalho da equipe envolvida. Quando um colaborador se afasta devido a questões de saúde mental, não apenas sua produtividade individual é afetada, mas também o funcionamento geral da equipe. Os trabalhadores que enfrentam problemas de saúde mental frequentemente experimentam dificuldades em se concentrar e manter a qualidade de seu trabalho, comprometendo a entrega de projetos e o cumprimento de prazos, o que pode gerar uma pressão adicional sobre os colegas de equipe.

Além da questão da produtividade, os afastamentos podem levar a alterações no ambiente de trabalho. A ausência de um profissional pode resultar em um ambiente tenso, onde os colegas sentem a necessidade de compensar a carga de trabalho faltante. Isso pode não só gerar um estresse adicional, mas também criar sentimentos de insegurança ou sobrecarga entre os membros remanescentes da equipe. Portanto, a saúde mental de um funcionário impacta diretamente o bem-estar coletivo, afetando a colaboração e a coesão do grupo.

Os custos econômicos associados aos afastamentos por saúde mental também não podem ser ignorados. Estudos mostram que empresas que experienciam altas taxas de afastamentos frequentemente enfrentam perdas significativas de receita e aumento nos custos com o recrutamento e treinamento de novos colaboradores. Esses fatores ressaltam a necessidade de intervenções proativas para promover a saúde mental no local de trabalho, como programas de bem-estar e suporte psicoemocional, que visam prevenir crises de saúde mental e, consequentemente, afastamentos excessivos.

Em suma, os afastamentos por saúde mental não são apenas um desafio individual, mas um tema complexo que afeta a produtividade e o bem-estar nos ambientes de trabalho, exigindo uma abordagem holística e estratégica por parte das organizações.

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E APOIO À SAÚDE MENTAL NO LOCAL DE TRABALHO

A saúde mental dos colaboradores é uma preocupação crescente nas organizações contemporâneas. Para abordar este desafio, é fundamental que as empresas adotem estratégias de prevenção e apoio adequadas. Uma das abordagens mais eficazes é a implementação de programas de bem-estar, que englobam iniciativas voltadas para o autocuidado, exercícios físicos, e atividades de relaxamento. Esses programas não apenas promovem a saúde mental, mas também geram um ambiente mais produtivo e harmonioso.

Além disso, a formação de líderes e gerentes para reconhecer sinais de problemas de saúde mental é essencial. Treinamentos específicos podem capacitar esses profissionais a oferecer suporte emocional, direcionando colaboradores a recursos adequados, como aconselhamento psicológico e grupos de apoio. Investir na capacitação dos gerentes em habilidades de comunicação e empatia contribui para a criação de uma cultura de cuidado e respeito. Um ambiente onde os líderes estão atentos às necessidades emocionais de suas equipes pode reduzir significativamente o estresse e a ansiedade no trabalho.

Outro aspecto importante na promoção da saúde mental é o incentivo à criação de um ambiente de trabalho saudável. Isso pode ser alcançado por meio da flexibilização de horários, permitindo que os colaboradores equilibrem suas vidas pessoais e profissionais. Políticas de home office e a promoção de pausas durante o expediente também são práticas recomendadas. Oferecer espaços de convivência e descanso, como locais de relaxamento, pode estimular interações sociais e reduzir a sensação de isolamento, frequentemente associada a problemas de saúde mental.

Essas estratégias, quando implementadas de maneira eficaz, contribuem para a prevenção de crises de saúde mental no trabalho, além de promover um clima organizacional mais positivo e colaborativo. O comprometimento com a saúde mental dos colaboradores não é apenas uma responsabilidade ética, mas também um investimento estratégico para o sucesso organizacional a longo prazo.

A IMPORTÂNCIA DA CONSCIENTIZAÇÃO E COMUNICAÇÃO SOBRE SAÚDE MENTAL

A conscientização sobre saúde mental no ambiente de trabalho é uma questão de extrema relevância nos dias atuais. A crescente incidência de afastamentos por questões psicossociais destaca a necessidade de um espaço de trabalho que favoreça o bem-estar emocional e psicológico dos colaboradores. Promover a conscientização permite que tanto empregadores quanto empregados compreendam melhor os desafios relacionados à saúde mental, resultando em um ambiente mais acolhedor e produtivo.

Uma abordagem baseada na comunicação clara e aberta é fundamental para que as questões de saúde mental sejam discutidas sem estigmas. Os empregadores precisam criar um espaço seguro onde os funcionários se sintam à vontade para expressar suas preocupações e buscar apoio, o que pode incluir treinamentos, workshops e a promoção de uma cultura de apoio entre os colegas. Para isso, é importante que a liderança das empresas esteja alinhada às práticas de saúde mental, assegurando que todos os colaboradores tenham acesso à informação e ao suporte necessário.

Exemplos de campanhas de sensibilização podem ser observados em diversas organizações que implementaram iniciativas de bem-estar. Muitas empresas têm adotado dias de conscientização sobre saúde mental, palestras com profissionais, programas de assistência ao empregado (PAE) e outras atividades que fomentam a discussão aberta sobre os desafios emocionais no local de trabalho. Essas ações não só auxiliam na desestigmatização das questões de saúde mental, como também demonstram o comprometimento da organização em promover um ambiente saudável e inclusivo.

Além disso, a integração de práticas de saúde mental à cultura organizacional não apenas melhora a moral da equipe, mas também pode levar a um aumento na produtividade, satisfação no trabalho e redução de faltas. Assim, é evidente que o investimento em conscientização e comunicação sobre saúde mental pode resultar em impactos significativos tanto para o bem-estar dos colaboradores quanto para o sucesso da organização como um todo.

CONCLUSÃO: O CAMINHO A SEGUIR PARA UM AMBIENTE DE TRABALHO SAUDÁVEL

Os dados recentes sobre o aumento dos afastamentos por saúde mental no local de trabalho revelam uma preocupação crescente que deve ser tratada com seriedade por empregadores e colaboradores. A análise dessas informações mostra que a saúde mental é uma questão crítica que impacta diretamente a produtividade e o bem-estar dos funcionários. Neste sentido, é essencial abordar essa temática de forma proativa, considerando as necessidades e os desafios que o ambiente laboral atual impõe.

Primeiramente, é fundamental reconhecer que a cultura organizacional desempenha um papel significativo na saúde mental dos trabalhadores. Ambientes que promovem o diálogo aberto e a assistência psicológica são mais propensos a prevenir e combater o estigma associado a questões de saúde mental. Ao disponibilizar recursos de apoio e promover um clima de confiança, as empresas não apenas promovem o bem-estar, mas também potencializam o desempenho de suas equipes.

Além disso, é interessante investir em treinamento para gestores, capacitando-os a identificar sinais de estresse, burnout, entre outros, que podem apresentar nos trabalhadores. Essa formação também deve incluir estratégias para promover a resiliência e a gestão emocional no trabalho. Políticas que incentivam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como flexibilidade no horário e opções de trabalho remoto, são fundamentais para reduzir o estresse relacionado ao trabalho.

Em síntese, o caminho a seguir para um ambiente de trabalho saudável deve ser construído por meio da implementação contínua de práticas que priorizem a saúde mental. O compromisso de todos os envolvidos, desde a alta gestão até os colaboradores, é imprescindível para criar um espaço de trabalho que favoreça o crescimento pessoal e profissional, resultando numa força de trabalho mais engajada e satisfeita. Assim, a saúde mental torna-se não apenas uma responsabilidade individual, mas uma prioridade coletiva que fortalece a organização como um todo.

Fontes de Referência:

https://smartlabbr.org/sst/localidade/0?dimensao=perfilSaudeMentalAfastamentos

https://www.gov.br/previdencia/pt-br/outros/imagens/2016/09/II-Boletim-2015.pdf

https://ciriloecosta.com.br/b31-b91-b94-do-inss/

https://www.jusbrasil.com.br/noticias/auxilio-b31-b91-e-b94-do-inss/368300429

https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/159465111/medida-provisoria-664-14

https://tst.jus.br/-/tst-estabelece-12-novas-teses-em-recursos-repetitivos

https://tst.jus.br/documents/10157/0/IRR125.pdf/31cd2392-7277-02c4-c4df-874c2785d289?t=1745872152394

https://www.conjur.com.br/2025-jan-31/doenca-degenerativa-nexo-causal-ou-concausal-com-o-trabalho/

https://www.migalhas.com.br/depeso/336179/nexo-concausal-em-doencas-relacionadas-ao-trabalho-na-pratica-pericial

https://koetzadvocacia.com.br/nexo-causal-e-concausal-no-inss-o-que-e-e-o-que-voce-preciso-saber/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20nexo%20concausal,trabalho%20foi%20um%20desses%20fatores.

https://www.conjur.com.br/2025-abr-29/tst-estabelece-12-novas-teses-em-recursos-repetitivos/