BRASIL EM ALERTA: SURTO DE SINDROME GRIPAL E SRAG
O Brasil está enfrentando um surto de influenza, com 15 estados e o Distrito Federal em situação de alerta devido à alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A baixa cobertura vacinal é um dos principais fatores que contribuem para a situação, com apenas 35,96% da população prioritária vacinada contra a gripe, muito abaixo da meta de 90%. Os grupos de risco, como idosos (38,83%), crianças (30,5%) e gestantes (23,35%), apresentam baixas taxas de vacinação. Os casos de SRAG estão aumentando em todo o país, com estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registrando altos números de hospitalizações e óbitos. No Paraná, foram registrados 12.011 casos de SRAG com hospitalização e 598 óbitos, enquanto em Santa Catarina, 42% dos casos notificados foram confirmados para Influenza. No Rio Grande do Sul, houve 10.736 hospitalizações por SRAG, com 958 óbitos. Os especialistas destacam que fatores como mutação do vírus, alterações climáticas e baixa cobertura vacinal podem ter contribuído para o surto. Para se proteger, é fundamental manter hábitos de higiene saudáveis, seguir as orientações das autoridades de saúde e garantir a vacinação contra a gripe e a COVID-19, especialmente para grupos de risco. A vigilância epidemiológica também é essencial para identificar padrões e tendências e implementar medidas de prevenção e controle eficazes. Os principais sintomas da SRAG incluem febre, dor de garganta, tosse, dispneia e pressão no tórax.
Rafael Padilha
7/10/20254 min read


SURTO DE INFLUENZA NO BRASIL: ENTENDA A SITUAÇÃO E A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO
O Brasil está enfrentando um surto de influenza, com 15 estados e o Distrito Federal em situação de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo os infectologistas, a baixa cobertura vacinal é um dos principais fatores que contribuem para a alta nos casos e internações registrados.
BAIXA COBERTURA VACINAL: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
A cobertura vacinal contra a gripe no Brasil está em apenas 35,96%, muito abaixo da meta do governo de atingir 90% do público prioritário. Os grupos de risco, como crianças, gestantes e idosos acima de 60 anos, têm direito à imunização gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS), mas a procura está baixa.
- Grupos de risco com baixa cobertura vacinal:
Idosos: 38,83%
Crianças: 30,5%
Gestantes: 23,35%
ALTA DE CASOS E INTERNAÇÕES: UM DESAFIO PARA A SAÚDE PÚBLICA
Os casos de SRAG estão aumentando em todo o país, com 15 estados e o DF apresentando alta incidência nas últimas duas semanas. A influenza A é o vírus mais comum, afetando jovens, adultos e idosos.
Estados com alta incidência de SRAG:
Acre
Alagoas
Bahia
Goiás
Maranhão
Minas Gerais
Mato Grosso
Paraná
Paraíba
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
Roraima
Santa Catarina
São Paulo
Sergipe
PANORAMA DOS ESTADOS MAIS FRIOS
Dados atualizados dos agravos da doença no Paraná
No Paraná, foram registrados 12.011 casos de SRAG com hospitalização e 598 óbitos por síndromes graves, como Influenza, Covid-19 e outros vírus respiratórios. A faixa etária mais atingida é a de crianças menores de seis anos e, em seguida, a dos idosos.
- 12.011 casos de SRAG com hospitalização
- 598 óbitos por SRAG
- 124 óbitos confirmados para o vírus Influenza
- 79 óbitos confirmados para Covid-19
Casos Notificados De Síndrome Gripal (SG) Nas Unidades De Saúde Em Santa Catarina, 2025
Em Santa Catarina, foram registradas 18.184 consultas de síndrome gripal e coletadas 2.230 amostras, com 42% dos casos confirmados para Influenza e 11% para COVID-19, abaixo os principais dados:
2.230 Total de notificações
1.386 Total de amostras com identificação viral
11% COVID-19
42% INFLUENZA
47% (OVR) OUTROS VÍRUS RESPIRATÓRIOS – Destes, o Rinovírus é responsável por 62% (401) dos casos
Casos Notificados de SRAG, Segundo Classificação Final e Agente Etiológico. Santa Catarina, 2025:
8.747 Total de notificações
5.368 identificação viral
Covid-19 – 268 casos
Influenza - 1.650 casos
Outros vírus - 450 casos
Casos De Óbito:
SRAG por COVID-19 – Dos 268 casos houve 41 óbitos
SRAG por Influenza – Dos 1.650 casos houve 208 óbitos
SRAG por Outros Vírus Respiratórios (OVR) – Dos 3.450 casos houve 57 óbitos
Em 2025, Segundo o Painel de Hospitalizações de Síndrome Respiratórias Aguada Grave – SRAG, Se Obteve os Seguintes Dados (Atualizado Em 10/07/2025):
SRAG:
10.736 - Hospitalizações
2885 - Internações na UTI
958 - Óbitos
Influenza :
2.589 - Hospitalizações
635 - Internações na UTI
411 - Óbitos
COVID – 19:
365 - Hospitalizações
112 - Internações na UTI
67 - Óbitos
Vírus Sincicial Respiratório(VSR):
2.425 - Hospitalizações
694 - Internações na UTI
31 - Óbitos
FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O SURTO
Os especialistas destacam que vários fatores podem ter contribuído para a alta de casos observada nesta temporada de influenza, incluindo:
- Possível mutação do vírus: uma mutação do vírus pode ter facilitado a transmissão e tornado a doença mais agressiva.
- Alterações climáticas: um regime climático diferente do padrão pode ter contribuído para a disseminação do vírus.
- Baixa cobertura vacinal: os baixos índices de vacinação em todos os estados facilitam a circulação e transmissão do vírus.
PREVENÇÃO
Para se proteger contra a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é fundamental:
- Manter hábitos de higiene saudáveis
- Seguir as orientações das autoridades de saúde
- Garantir a vacinação contra a gripe e a COVID-19, especialmente se você pertence a um grupo de risco
- Adote hábitos saudáveis para enfrentar as baixas temperaturas
Essas medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de contrair a doença e proteger sua saúde e a de seus entes queridos.
VIGILÂNCIA
A vigilância epidemiológica municipal e estadual deve garantir que as informações sobre casos suspeitos ou confirmados de doenças respiratórias sejam compartilhadas de forma rápida e sistemática com as equipes de saúde da atenção primária. Isso permite que as equipes:
- Conheçam o cenário epidemiológico do seu território
- Ações rápidas de controle e prevenção
- Realizem busca ativa de sintomáticos respiratórios
- Monitorem clinicamente os casos
- Acompanham os contatos
- Intensifiquem medidas educativas e de vacinação, se necessário.
- Identificar padrões e tendências
- Avaliar riscos e tomar decisões informadas em saúde pública
- Implementar medidas de prevenção e controle eficazes.
Esse processo é essencial para proteger a saúde da população e prevenir surtos de doenças respiratórias.
Essa comunicação eficaz é essencial para prevenir a disseminação de doenças respiratórias.
PRINCIPAIS SINTOMAS DA SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG):
Febre
Calafrios
Dor de garganta
Dor de cabeça
Tosse
Coriza
Distúrbios olfativos ou gustativos
Dispneia/desconforto respiratório
Pressão ou dor persistente no tórax
Saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente
Coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto
CONCLUSÃO
O surto de influenza no Brasil é um desafio para a produtividade da saúde pública, mas com a vacinação e a prevenção, é possível controlar a disseminação do vírus. É fundamental que a população se vacine e adote hábitos saudáveis para enfrentar as baixas temperaturas. Além disso, é importante que os governos e as autoridades de saúde continuem a trabalhar para melhorar a cobertura vacinal e a vigilância epidemiológica no país.
Fontes de Referência:
https://ti.saude.rs.gov.br/srag/
https://www.tuasaude.com/h3n2-sintomas/
https://bvsms.saude.gov.br/?p=5943
https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/04/08/vacina-da-griperespostas-campanha-de-imunizacao.ghtml
https://www.saude.df.gov.br/gripe-influenza
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe-influenza
https://blog.somiti.org.br/conheca-os-principais-aspectos-sobre-a-sindrome-respiratoria-aguda-grave/
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