AQUECIMENTO GLOBAL: RECORDES CLIMÁTICOS QUEBRADOS E AS CONSEQUÊNCIAS PARA O PLANETA

Muito preocupante, todos os principais recordes climáticos globais foram quebrados no ano passado e 2024 pode ser ainda pior, conforme alerta a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Já agência meteorológica da ONU afirmou em seu relatório anual sobre o estado do clima global que as temperaturas médias atingiram o nível mais alto em 174 anos de documentação por uma margem clara, atingindo 1,45 °C acima dos níveis pré-industriais. As temperaturas dos oceanos também atingiram o índice mais alto em 65 anos de dados, com mais de 90% dos mares enfrentando condições de ondas de calor durante o ano, disse a OMM, pontuou também que prejudica os sistemas alimentares. As alterações climáticas, impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis, juntamente com o surgimento do padrão climático natural El Niño, levaram o mundo para um território recorde em 2023. O relatório do dia 19/03/2024 mostrou uma grande diminuição no gelo marinho da Antártica, com o nível máximo medido em 1 milhão de km² abaixo do nível anterior, com uma área aproximadamente equivalente ao tamanho do Egito. O aquecimento dos oceanos se concentrou no Atlântico Norte, com temperaturas médias 3 °C acima da média no final de 2023, informa o relatório. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que este relatório mostra que o planeta "está à beira do abismo". A OMM destacou que nos últimos dez anos a taxa de aumento do nível médio do mar em todo o mundo foi mais que o dobro da primeira década em que este indicador começou a ser medido. A organização indicou que estas mudanças trazem consequências como fenômenos climáticos extremos, secas e enchentes, com graves repercussões para a população mundial e provocam deslocamentos populacionais, perda de biodiversidade e insegurança alimentar.

4/1/202410 min read

silhouette of trees during sunset
silhouette of trees during sunset

As temperaturas globais estão aumentando em um ritmo alarmante devido a uma combinação de fatores, incluindo o uso excessivo de combustíveis fósseis e outras atividades humanas que liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa na atmosfera. Esses gases, como dióxido de carbono e metano, atuam como uma espécie de cobertor ao redor da Terra, retendo o calor do sol e elevando a temperatura média do planeta.

Esse aumento nas temperaturas tem sérias consequências para o meio ambiente e para a vida no planeta como um todo. Uma das principais consequências é o derretimento das calotas polares e das geleiras em todo o mundo.

À medida que o gelo derrete, o nível do mar sobe, ameaçando comunidades costeiras e ecossistemas sensíveis. Além disso, o derretimento do gelo do Ártico está causando a perda de habitat para espécies como o urso polar, que depende do gelo marinho para caçar e se reproduzir.

Outra consequência preocupante do aumento das temperaturas é o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. Temos testemunhado um aumento no número de furacões, tempestades e secas severas em várias partes do mundo.

Esses eventos climáticos extremos causam danos significativos à infraestrutura, à agricultura e à saúde humana. Além disso, eles também contribuem para o aumento da escassez de água e da insegurança alimentar, afetando diretamente a vida das pessoas.

Além disso, o aumento das temperaturas globais também está desencadeando mudanças nos padrões climáticos, levando a alterações no ciclo da água e na distribuição de chuvas. Isso pode resultar em secas prolongadas em algumas regiões, enquanto outras experimentam inundações devastadoras.

Essas mudanças nos padrões climáticos afetam a disponibilidade de água doce, a agricultura e a biodiversidade, colocando em risco a segurança alimentar e a sobrevivência de muitas espécies. É crucial que tomemos medidas urgentes para mitigar as mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Isso requer uma transição para fontes de energia limpa e renovável, como a energia solar e eólica, além de práticas agrícolas sustentáveis e a proteção de ecossistemas naturais que atuam como sumidouros de carbono. Além disso, é importante investir em tecnologias de captura e armazenamento de carbono para remover o excesso de dióxido de carbono da atmosfera.

Se não agirmos agora, as consequências das mudanças climáticas serão cada vez mais graves e irreversíveis. A preservação do meio ambiente e a proteção da vida no planeta dependem de ações coletivas e individuais para reduzir nossa pegada de carbono e promover a sustentabilidade em todas as áreas da vida.

A hora de agir é agora, antes que seja tarde demais. As ondas de calor nos oceanos têm causado um aumento significativo na mortalidade de corais e na degradação dos recifes de coral em todo o mundo. Os corais são sensíveis às mudanças de temperatura e, quando expostos a temperaturas mais altas por um período prolongado, podem sofrer branqueamento.

O branqueamento de corais ocorre quando eles perdem as algas simbióticas que vivem em seus tecidos, o que lhes fornece nutrientes e dá cor aos corais. Sem essas algas, os corais ficam vulneráveis ​​e podem morrer. Além disso, as ondas de calor nos oceanos também têm um impacto negativo na vida marinha em geral.

Muitas espécies de peixes, moluscos e crustáceos são sensíveis a mudanças bruscas de temperatura e podem sofrer estresse térmico ou até mesmo morrer. Isso pode levar a uma diminuição na disponibilidade de alimentos para outras espécies que dependem desses animais como fonte de alimento, causando um desequilíbrio nos ecossistemas marinhos.

Outro registro climático preocupante é o aumento do nível do mar. Segundo o relatório da OMM, o nível médio global do mar atingiu seu valor mais alto em mais de um século. O aumento do nível do mar é resultado do derretimento das calotas polares e das geleiras, bem como da expansão térmica da água do mar devido ao aquecimento global.

Isso representa uma ameaça direta para as comunidades costeiras, que estão cada vez mais expostas a inundações e erosão costeira. O derretimento das calotas polares também está contribuindo para o aumento do nível do mar.

A Antártida, por exemplo, está perdendo gelo a um ritmo alarmante. Segundo estudos recentes, a taxa de perda de gelo na Antártida triplicou nos últimos cinco anos. Isso tem implicações significativas para o equilíbrio climático global, uma vez que o gelo polar desempenha um papel importante na regulação do clima e na circulação oceânica.

Esses recordes climáticos quebrados são um lembrete claro dos impactos das mudanças climáticas em curso. É urgente que a comunidade global tome medidas sérias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e investir em energias renováveis ​​e tecnologias de baixo carbono.

Caso contrário, estaremos condenados a enfrentar consequências cada vez mais graves, como eventos climáticos extremos, escassez de água e perda de biodiversidade. A perda de biodiversidade é um problema grave, pois cada espécie desempenha um papel importante no ecossistema. Por exemplo, as abelhas são responsáveis pela polinização de muitas plantas, incluindo aquelas que produzem alimentos para os seres humanos.

Se as abelhas desaparecerem devido às mudanças climáticas, isso terá um impacto significativo na produção de alimentos. Além disso, as mudanças climáticas também afetam a saúde humana. O aumento das temperaturas pode levar ao aumento da incidência de doenças transmitidas por vetores, como a malária e a dengue.

O calor extremo também pode causar problemas de saúde, como insolação e desidratação. As mudanças climáticas também têm implicações econômicas. A perda de colheitas devido a secas ou enchentes pode levar a uma diminuição na produção de alimentos e a um aumento nos preços.

Além disso, eventos climáticos extremos podem causar danos significativos à infraestrutura, resultando em custos de reparo e reconstrução. Para lidar com as consequências das mudanças climáticas, é necessária uma ação global.

Os governos devem implementar políticas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover o uso de energias renováveis. As empresas também devem assumir a responsabilidade e adotar práticas sustentáveis em suas operações.

A população podem contribuir fazendo escolhas conscientes, como reduzir o consumo de energia e adotar estilos de vida mais sustentáveis. No entanto, mesmo que medidas sejam tomadas agora, algumas das consequências das mudanças climáticas já são inevitáveis.

Portanto, também é importante investir em estratégias de adaptação, como a construção de infraestrutura resistente ao clima e a implementação de sistemas de alerta precoce para eventos climáticos extremos. As mudanças climáticas são um desafio global que requer ação imediata e coordenada. A proteção do meio ambiente e a preservação da vida no planeta dependem de nossos esforços para mitigar as mudanças climáticas e nos adaptarmos aos seus impactos.

A Urgência de Agir

Diante desses recordes climáticos quebrados e das consequências cada vez mais visíveis das mudanças climáticas, é mais importante do que nunca agir para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos do aquecimento global.

É fundamental que os governos, as empresas e os indivíduos adotem medidas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover o uso de energias renováveis. A transição para uma economia de baixo carbono não é apenas uma necessidade, mas também uma oportunidade.

Ao investir em energia limpa e em soluções sustentáveis, podemos criar empregos, impulsionar a inovação e garantir um futuro mais seguro e saudável para as gerações futuras. Os governos desempenham um papel crucial na implementação de políticas e regulamentações que incentivem a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Isso inclui a implementação de metas ambiciosas de redução de emissões, a criação de incentivos financeiros para empresas que adotam práticas sustentáveis ​​e a promoção de investimentos em infraestrutura de energia limpa.

Os governos têm o poder de estabelecer acordos internacionais que visam a cooperação global para enfrentar as mudanças climáticas. As empresas também têm um papel fundamental a desempenhar na luta contra as mudanças climáticas. Elas podem adotar práticas sustentáveis ​​em suas operações, como a redução do consumo de energia, a implementação de programas de reciclagem e a utilização de tecnologias limpas.

Já as empresas podem investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias verdes, contribuindo para a inovação e para a criação de soluções mais eficientes e menos poluentes. No entanto, a responsabilidade não recai apenas sobre os governos e as empresas.

Os indivíduos também têm um papel importante a desempenhar na luta contra as mudanças climáticas. Pequenas ações diárias, como reduzir o consumo de energia em casa, optar por meios de transporte sustentáveis ​​e adotar uma dieta mais baseada em vegetais, podem ter um impacto significativo na redução das emissões de gases de efeito estufa.

É necessário investir em tecnologias e práticas sustentáveis ​​que possam ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Isso inclui o desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de carbono, a implementação de sistemas de energia renovável em larga escala e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis, inclusive a tokenização relacionada ao crédito de carbono.

Em resumo, a urgência de agir diante das mudanças climáticas é evidente. Os recordes climáticos quebrados e os impactos visíveis do aquecimento global exigem a adoção de medidas imediatas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Governos, empresas e indivíduos devem trabalhar juntos para promover a transição para uma economia de baixo carbono e garantir um futuro mais sustentável para todos.

Tokenização de Créditos de Carbono

A tokenização surgiu na última década junto com a tecnologia blockchain. Já o credito de carbono é mais antigo, existe há pelo menos três décadas. Já a junção dos dois é a última aposta do mercado de créditos de carbono.

Segundo a Forbes os créditos de carbono são títulos emitidos por uma empresa que reduziu suas emissões de gases de efeito estufa. Um crédito de carbono é equivalente a uma tonelada de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser produzido e liberado no meio ambiente. Já os Tokens são a representação digital de um ativo físico na blockchain. A rede blockchain por sua vez é um sistema virtual que garante o registro e permite rastrear as informações ali inseridas .

Entusiastas e especuladores veem a tokenização dos créditos de carbono como uma oportunidade de democratizar o mercado e expandir o seu alcance entre as empresas e as pessoas físicas. Para os mais sistemáticos / analíticos, há problemas de transparência e diversas dúvidas em relação aos projetos, aos tokens e ao lastro em créditos de carbono reais.

Os tokens trazem a ideia de representar a titularidade de um crédito de carbono, sendo uma digitalização do título representativo do crédito de carbono, que está no mundo digital via  rede blockchain.

Esses tokens são criados por meio de programação, sendo possível acrescentar informações de propriedade, controle de acesso, dados de transferência, entre outras especificações, como o caso de lastro em um crédito de carbono com certificado e número de série. Sendo programados pelo desenvolvedor conforme orientações / especificações do projeto para o qual ele foi contratado.

Ao ficar com o token, os créditos de carbono vinculados a ele deixam de compensar a emissão de poluentes, sendo seu propósito original.

Conclusão

Os recordes climáticos quebrados no ano de 2023 são um lembrete alarmante do impacto das mudanças climáticas em nosso planeta. O aumento das temperaturas médias e dos oceanos tem consequências graves para o meio ambiente e para a vida na Terra.

A cada ano, testemunhamos eventos climáticos extremos, como ondas de calor intensas, furacões devastadores e incêndios florestais sem precedentes. Esses eventos não apenas ameaçam a biodiversidade e os ecossistemas, mas também afetam diretamente as comunidades humanas, causando perda de vidas e propriedades.

É crucial que todos nós reconheçamos a urgência de agir e façamos nossa parte para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. As mudanças climáticas não são apenas um problema para o futuro, mas uma crise que já está afetando milhões de pessoas ao redor do mundo.

É necessário um esforço global para enfrentar esse desafio e encontrar soluções sustentáveis ​​que protejam o meio ambiente e promovam o bem-estar humano. A transição para uma economia de baixo carbono e o investimento em energias renováveis ​​são passos essenciais para mitigar os impactos das mudanças climáticas.

A dependência contínua de combustíveis fósseis está levando a um aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa, agravando ainda mais o problema. É fundamental que governos, empresas e indivíduos adotem práticas sustentáveis ​​e adotem tecnologias limpas para reduzir nossa pegada de carbono.

A proteção e restauração dos ecossistemas naturais desempenham um papel fundamental na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Florestas, manguezais, recifes de coral e outros habitats naturais desempenham um papel crucial na absorção de carbono e na regulação do clima.

Portanto, é importante investir na conservação dessas áreas e promover a recuperação de ecossistemas degradados. Somente através de esforços coletivos e ações decisivas podemos esperar preservar nosso planeta para as gerações futuras.

A cooperação internacional é fundamental para enfrentar as mudanças climáticas, pois os efeitos não conhecem fronteiras. Os países devem trabalhar juntos para estabelecer metas ambiciosas de redução de emissões e implementar políticas que incentivem a sustentabilidade.

O tempo para agir é agora. Não podemos mais adiar as medidas necessárias para enfrentar a crise climática. Cada um de nós tem um papel a desempenhar, seja através de escolhas diárias conscientes, ativismo ou advocacia. Juntos, podemos fazer a diferença e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações. A hora é de agir e nesse momento, antes que seja tarde demais.

Fontes de Referência:

https://www.opopularns.com.br/onu-da-alerta-vermelho-apos-mundo-quebrar-recordes-de-calor-em-2023/#google_vignette

https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/onu-da-alerta-vermelho-apos-mundo-quebrar-recordes-de-calor-em-2023/

https://exame.com/esg/calor-de-verao-nao-chegamos-a-beira-do-abismo-alerta-a-onu/

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-39552211#:~:text=O%20branqueamento%20ocorre%20quando%20os,%C3%A9%20intensificado%20pelo%20aquecimento%20global.

https://oc.eco.br/5-perguntas-sobre-o-degelo-da-antartida/

https://exame.com/future-of-money/startup-tokenizacao-creditos-carbono-expansao-eua/

https://ambipar.com/noticias/ambipar-transforma-creditos-de-carbono-em-tokens-para-permitir-uso-no-dia-a-dia/

https://forbes.com.br/forbes-money/2022/08/e-seguro-comprar-creditos-de-carbono-via-tokens/