ALARME DE SAÚDE: MEDICAMENTOS PARA PROBLEMAS ESTOMACAIS PODEM AUMENTAR O RISCO DE DEMÊNCIA EM 33%

Um estudo recente publicado na revista Neurology revelou uma associação alarmante entre o uso prolongado de Inibidores de Bomba de Prótons (IBPs) e o aumento do risco de demência. Os resultados mostraram que pacientes que usaram IBPs por mais de 4,4 anos tiveram 33% mais chance de desenvolver demência. No entanto, não houve risco aumentado para uso mais curto. Os IBPs são medicamentos comuns utilizados para tratar problemas digestivos, como refluxo e gastrite. É fundamental consultar um médico para discutir as opções e garantir a saúde, pois o uso contínuo de IBPs pode trazer sérias consequências. Além disso, manter um peso saudável, ajustar horários de refeições e evitar certos alimentos podem ajudar a reduzir a necessidade de IBPs.

Rafael Padilha

7/9/20253 min read

USO PROLONGADO DE MEDICAMENTOS PARA REFLUXO E GASTRITE PODE AUMENTAR RISCO DE DEMÊNCIA

Um estudo recente publicado na revista Neurology revelou uma associação alarmante entre o uso prolongado de medicamentos para problemas estomacais e o aumento do risco de demência. Os pesquisadores descobriram que o uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) por mais de 4 anos pode aumentar em 33% as chances de desenvolver demência.

O QUE SÃO INIBIDORES DE BOMBA DE PRÓTONS (IBP)?

Os IBPs são medicamentos comuns utilizados para tratar problemas digestivos, como:

- Refluxo gastroesofágico

- Gastrite

- Úlceras estomacais

Alguns exemplos de IBPs incluem:

- Omeprazol

- Esomeprazol

- Lansoprazol

- Pantoprazol

Esses medicamentos atuam reduzindo a produção de ácido no estômago, aliviando sintomas digestivos.

MÉTODOS DO ESTUDO

O estudo utilizou dados de uma coorte baseada na comunidade (ARIC) que acompanhou participantes desde do momento da inscrição (1987-1989) até 2017. O uso de IBP foi avaliado por meio de inventário visual de medicamentos em visitas clínicas e relatado anualmente em ligações telefônicas. A análise incluiu 5.712 participantes sem demência, com idade média de 75,4 anos.

RESULTADOS DO ESTUDO

Os resultados mostraram que:

- 585 casos de demência incidente foram identificados durante o acompanhamento de 5,5 anos.

- Os participantes que usaram IBPs por mais de 4,4 anos cumulativos apresentaram risco 33% maior de desenvolver demência.

- Não houve risco significativamente maior para aqueles que usaram IBPs por menos de 4,4 anos.

QUAL É O TAMANHO DO RISCO?

De acordo com o estudo, pacientes que usaram IBPs por mais de 4,4 anos tiveram 33% mais chance de desenvolver demência. No entanto, é importante notar que o estudo não encontrou risco aumentado para uso mais curto.

QUAIS SÃO OS MEDICAMENTOS ENVOLVIDOS?

No Brasil, os IBPs são comercializados sob diversos nomes, incluindo:

- Omeprazol (Losec, Omepral)

- Esomeprazol (Nexium)

- Lansoprazol (Lanzol)

- Pantoprazol (Pantoloc)

Esses medicamentos são amplamente prescritos para condições como refluxo e gastrite. No entanto, seu uso contínuo pode trazer consequências.

O QUE FAZER?

Os especialistas alertam que não se deve interromper o tratamento sem orientação médica, pois isso pode causar piora dos sintomas. Em vez disso, é recomendável consultar um médico para discutir alternativas e ajustar o tratamento de acordo com as necessidades individuais.

ALTERNATIVAS E PREVENÇÃO

Manter peso saudável, ajustar horários de refeições e evitar certos alimentos podem ajudar a reduzir a necessidade de IBPs. Algumas dicas incluem:

  • Evitar alimentos ácidos ou picantes

  • Comer refeições menores e mais frequentes

  • Evitar deitar após as refeições

  • Manter um peso saudável

No entanto, essas medidas não substituem os medicamentos em todos os casos.

CONCLUSÃO

O estudo destaca a importância de avaliar os riscos e benefícios do uso prolongado de IBPs. Embora os resultados sejam preocupantes, mais pesquisa é necessária para entender melhor a associação entre o uso de IBPs e o risco de demência. Se você está tomando IBPs, é fundamental consultar um médico para discutir suas opções e garantir a sua saúde.

Fontes de Referência:

Kamakshi Lakshminarayan, et al. "Association Between Proton Pump Inhibitor Use and Risk of Dementia." Neurology, 2023.

https://www.neurology.org/doi/10.1212/wnl.0000000000207747

https://www.neurology.org/doi/10.1212/WNL.0000000000209466

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https://www.tribunauniao.com.br/noticias/121063/medicamentos-famosos-no-brasil-podem-elevar-risco-de-demencia-em-33-diz-estudo

https://gazetadoparana.com.br/artigo/medicamentos-famosos-no-brasil-podem-elevar-risco-de-demencia-em-33-diz-estudo

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https://www.diariodolitoral.com.br/diario-mais/remedios-famosos-no-brasil-aumentam-o-risco-de-demencia-apos-4-anos/195890/

https://www.gazetasp.com.br/gazeta-mais/curiosidades/medicamento-que-milhoes-de-pessoas-tomam-pode-aumentar-o-risco-de/1156700/

https://www.bnewssaopaulo.com.br/noticias/entretenimento/risco-demencia-sobe-uso-medicamentos-comuns-pesquisa.html

https://www.metropoles.com/saude/relacao-remedio-refluxo-e-demencia

https://www.trendsbr.com.br/bem-estar/usar-remedio-para-refluxo-por-mais-de-4-anos-pode-aumentar-risco-de-demencia-em-idosos-diz-estudo

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_nacional_demencia_brasil.pdf