AGOSTO LILÁS: QUEBRE O SILÊNCIO - A LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER É UM DEVER DE TODOS. NÃO ACEITE!
O Agosto Lilás é mais que uma campanha de conscientização; é um chamado à ação para toda a sociedade brasileira. Criada para celebrar o aniversário da Lei Maria da Penha (7 de agosto), a iniciativa ilumina a urgência de combater a violência contra a mulher em todas as suas formas: física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. Com estatísticas alarmantes, como o aumento do feminicídio e os milhares de casos de lesão corporal e estupro registrados anualmente, a campanha reforça que a violência de gênero é um problema público e não um assunto privado. Por meio do Agosto Lilás, canais de denúncia como o Ligue 180 são amplamente divulgados, incentivando vítimas a quebrarem o silêncio e buscando apoio na rede de proteção. Participar é fundamental para construir um futuro onde a segurança e a dignidade das mulheres sejam, de fato, uma realidade.
Rafael Padilha
8/10/20255 min read


AGOSTO LILÁS: UMA CAMPANHA ESSENCIAL NO COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
O Agosto Lilás é uma campanha de conscientização e combate à violência contra a mulher que acontece anualmente em todo o Brasil. A iniciativa, que dura o mês inteiro, tem como objetivo principal sensibilizar a sociedade sobre os diferentes tipos de violência, divulgar a Lei Maria da Penha e fortalecer a rede de apoio e os canais de denúncia para as vítimas.
O QUE É O AGOSTO LILÁS E QUANDO SURGIU?
A campanha Agosto Lilás é um movimento nacional que busca dar visibilidade à luta contra a violência doméstica e familiar contra a mulher. A cor lilás foi escolhida para representar a causa, simbolizando a união e a resistência das mulheres. O mês de agosto foi selecionado porque marca o aniversário de criação da Lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006.
A lei é um marco histórico na proteção das mulheres no Brasil e estabelece mecanismos de prevenção, punição e erradicação da violência doméstica e familiar. O Agosto Lilás surgiu para fortalecer a divulgação dessa legislação e mostrar que a violência contra a mulher é um problema sério que precisa ser enfrentado por toda a sociedade.
A IMPORTÂNCIA E O IMPACTO DA CAMPANHA
A campanha é crucial para educar a população sobre as diversas formas de violência de gênero, que não se limitam apenas à agressão física. A violência pode ser psicológica, moral, sexual ou patrimonial. O Agosto Lilás desmistifica a ideia de que a violência doméstica é um problema privado e reforça a necessidade de acolhimento e apoio às vítimas.
O impacto da campanha se reflete no aumento da conscientização e no incentivo a denúncias, o que, por sua vez, permite que as autoridades atuem de forma mais eficaz. Ao longo do mês, são realizadas palestras, campanhas educativas, rodas de conversa e outras atividades para promover a igualdade de gênero e o respeito.
CANAIS DE DENÚNCIA E ESTATÍSTICAS (2023)
Para garantir a segurança das vítimas e o combate à violência, existem diversos canais de denúncia acessíveis e anônimos. O principal é o Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, um serviço telefônico que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ele recebe denúncias de todo o país e orienta as mulheres sobre os serviços disponíveis, como casas-abrigo, delegacias especializadas e centros de referência.
Além disso, é possível registrar ocorrências em:
Delegacias da Mulher (DDM), que oferecem atendimento especializado.
Disque 100, para casos de violência contra crianças, adolescentes e idosos, que também atende a casos de violência contra a mulher.
Em relação às estatísticas de 2023, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam um cenário preocupante da violência contra a mulher no Brasil:
Feminicídio: Foram registrados 1.467 casos de feminicídio, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. A maioria das vítimas foi morta por parceiros ou ex-parceiros.
Homicídios de Mulheres: O país registrou 3.930 homicídios de mulheres no total.
Violência Doméstica: Houve um aumento de quase 10% no número de casos de violência doméstica, totalizando 258.941 ocorrências, se comparado a 2022.
Medidas Protetivas de Urgência: Foram concedidas 663.704 medidas protetivas, um instrumento legal essencial para a segurança das vítimas.
Ameaças: O número de ameaças contra mulheres cresceu quase 17%, chegando a 778.921 registros.
Perseguição (Stalking): Este tipo de crime teve um aumento expressivo de quase 35%, com 77.083 casos registrados.
Violência Psicológica: Também houve um grande aumento de 33,8%, com 38.507 ocorrências.
Estupro: Foram registrados 83.988 casos de estupro de mulheres e meninas.
A taxa nacional de feminicídio em 2023 foi de 1,4 mulheres mortas por grupo de 100 mil mulheres. O Brasil registrou um estupro a cada 6 minutos.
Esses números reforçam a necessidade de campanhas como o Agosto Lilás, que buscam romper o ciclo de violência e encorajar as mulheres a buscarem ajuda.
CONCLUSÃO
O Agosto Lilás é mais do que uma campanha; é um movimento contínuo de educação, conscientização e mobilização social. A iniciativa reafirma a importância da Lei Maria da Penha e do papel de cada cidadão na construção de uma sociedade mais justa e segura para as mulheres. O combate à violência de gênero exige ações constantes, e o Agosto Lilás serve como um lembrete anual de que a luta pela vida e pela dignidade das mulheres é uma responsabilidade coletiva.
Ao dar voz às vítimas, divulgar os canais de denúncia e enfrentar as estatísticas alarmantes, a campanha contribui para a desconstrução da cultura machista e para a garantia dos direitos humanos fundamentais das mulheres. É fundamental que a sociedade continue a se engajar nessa causa, não apenas em agosto, mas durante todo o ano, para que o Brasil possa, de fato, alcançar um futuro com zero feminicídios e zero violência contra a mulher.
Fontes de Referência:
BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 ago. 2006.
BRASIL. Ministério das Mulheres. Agosto Lilás: Ministério das Mulheres lança campanha pelo feminicídio zero. Disponível em: <https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2024/agosto/agosto-lilas-ministerio-das-mulheres-lanca-campanha-pelo-feminicidio-zero#:~:text=Dados%20de%20feminic%C3%ADdio%20no%20Brasil,estupro%20(6%2C5%25>. Acesso em: 9 ago. 2025.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social. Governo Federal lança painel de dados do Ligue 180 e reforça transparência no enfrentamento à violência contra mulheres. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/08/governo-federal-lanca-painel-de-dados-do-ligue-180-e-reforca-transparencia-no-enfrentamento-a-violencia-contra-mulheres#:~:text=AGOSTO%20LIL%C3%81S%20%2D%20O%20Agosto%20Lil%C3%A1s,Saiba%20mais. Acesso em: 9 ago. 2025.
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: FBSP, 2024. Disponível em: https://publicacoes.forumseguranca.org.br/handle/123456789/253. Acesso em: 9 ago. 2025.
IFMG. Agosto Lilás. Disponível em: https://www.ifmg.edu.br/portal/progep/desenvolvimento-de-pessoas/qualidade-de-vida-no-trabalho/agosto-lilas. Acesso em: 9 ago. 2025.
CNJ. Agosto Lilás: Justiça do Amapá inicia campanha de combate à violência contra mulher. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/agosto-lilas-justica-do-amapa-inicia-campanha-de-combate-a-violencia-contra-mulher/. Acesso em: 9 ago. 2025.
FNAS. Agosto Lilás: mês de conscientização e combate à violência contra a mulher. Disponível em: https://fnas.mds.gov.br/agosto-lilas-mes-de-conscientizacao-e-combate-a-violencia-contra-a-mulher/. Acesso em: 9 ago. 2025.
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